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sexta-feira, 12 de março de 2010

SOBRARAM APENAS OS CHOCALHOS

Uma grande seca dizimou todo o gado de Marcos Pereira. Ficaram apenas algumas pencas de chocalhos amontoados. Um compadre aconselhou o velho a vender os apetrechos, pois era muito difícil recuperar àquele rebanho.

Marcos ficou muito triste, passando a viver cabisbaixo, olhando os currais vazios e as cercas em total abandono. Uma desolação de fim de vida, que dava a paisagem sertaneja uma melancolia de cemitério abandonado. Pensava no trabalho que teve durante anos e anos trabalhando sob o sol escaldante da Carnaúba e do Bom Jesus, com a ajuda dos filhos, para juntar aquele gado e de uma só vez a estiagem levara tudo.

Como toda região do semi-árido nordestino, o sul do Ceará é sujeito a períodos de estiagem. Quando faltam as chuvas, as correntes de água param de correr e a seca marca a sua presença severa. Com a volta do precioso líquido, a paisagem muda muito rapidamente. As árvores recuperam as folhas, o solo fica forrado de pequenas plantas, a fauna recupera suas forças, os rios e riachos voltam a correr, as lagoas e açudes transbordam e a temperatura baixa.

Em um encontro que teve com o Padre Cícero na Serra de São Pedro, o chefe do clã Pereira revelou ao patriarca a situação de desalento que as constantes secas provocavam na região da Carnaúba, onde a principal atividade era a criação. Mesmo com o retorno das chuvas os donos de terras não dispunham de recursos suficientes para se recuperarem dos prejuízos provocados pelas secas dos últimos anos do Século. Falou também da opinião do compadre, mandando vender a chocalhada.

O reverendo pediu paciência e acrescentou que iria mandar algumas cabeças de gado para ele criar em suas terras e o trabalho seria pago com uma parte da produção. O rebanho passou muito tempo em sua propriedade. Quando o pasto ficava escasso, os animais eram levados para uma propriedade do Padre Cícero na Serra do Araripe. Passaram-se os anos e Marcos Pereira orgulhava-se de contar essa história. Dizia aos netos que os chocalhos tornaram-se poucos.



































sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

A PARTILHA

João Marcos era rapaz velho e durante algum tempo, já com a idade bastante avançada ficou muito doente. Não falava, não dava sinais de melhora e os familiares juntamente com os moradores das localidades próximas do sítio Carnaúba, todos os dias prestavam-lhes solidariedade fazendo sentinela em sua residência.

Numa determinada noite, em conversa reservada próximo a janela do quarto onde o doente se encontrava, alguns parentes mais próximos - não imaginando que o enfermo pudesse escutar - traçavam a repartição do patrimônio do doente. No diálogo, os herdeiros antecipavam o processo de partilha dos bens apontando inclusive os riachos que compreenderiam a linha divisória das terras.

No dia seguinte, o velho João, quase morto, teve uma melhora e pediu que um portador fosse até o município de Farias Brito atrás do tabelião do cartório e com a chegada deste não hesitou e pediu que o homem preparasse um documento dando ensejo de doar todos os seus bens para a Igreja, evitando assim, que os pretensos herdeiros praticassem a propositada partilha.

Nota: João Pereira da Cunha conhecido por João Marcos era filho do casal Marcos Pereira da Cunha e Dona Maria Ferreira.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

PATRIMÔNIO SERTANEJO

De Marcos Gonçalo só tenho lembrança boa. Era um velho manso e muito educado. Tinha o costume diário de sentar ao lado de sua casa velha de tijolo e taipa comum no sertão numa cadeira feita de "piquiá" e couro de gado. Atentamente observava a mata à frente com o seu pé de aroeira demarcando as terras na cabeça da Serra do Pilão. Um rádio preto tocando um som de violeiro ficava em cima da mesa de cedro antiga ao lado da reiúna na parede dividindo o espaço com o passado fotográfico da família. Uma rede embolada no armador de pau fazia companhia a outros acessórios da luta diária com o gado e a roça, onde tudo e todos eram partes do mobiliário sertanejo. O tempo era tão quente que fervia o chão de São Lourenço e o velho ansioso aguardava notícias do seu povo. O sol ia embora e a sombra da "cajarana" tomava conta do terreiro, acendia um cigarro e contava causos do seu tempo: as brigas, amizades, as viagens que fazia a cavalo tirando retrato nas festas de casamento, do Padroeiro São Sebastião de Dom Quintino do Crato, Várzea Alegre, Iguatu, Jaguaribe e tantos outros lugares deste Cariri de Padre Cícero. Falava da vez que amarrou um valentão que acabara de matar um homem na porta da igreja da Valença enquanto o padre de São Pedro celebrava a missa de São Vicente Ferrer.
Meu avô era assim, igual a tantos outros, um patrimônio sertanejo de ascendência pobre com raízes nobres. Estudou pouco e conseguiu aprender, era considerado por toda aquela gente como sendo um homem inteligente e com grande experiência de vida. Poucos sabiam ler ou escrever e as cartas que chegavam eram traduzidas por ele com muita emoção e total envolvimento.

domingo, 20 de setembro de 2009

VEREADOR MARCOS GONÇALO SOBRINHO

,
Filho de José Gonçalo Sobrinho e Raquel C. de Jesus, nasceu no dia 7 de agosto de 1912 no sítio São Lourenço município de São Pedro do Cariry
Foi eleito vereador quatro vezes, onde se destacou defendendo expressivamente os interesses do município de Caririaçu.
Em pesquisa procedida no arquivo do Poder Legislativo, constatamos no Livro de Atas o dia da posse de Marcos Gonçalo em seu primeiros mandato como vereador. Em seguida transcreveremos o ato, em seu inteiro teor:

“Ata de instalação e de posse dos Vereadores que constituem a Câmara Municipal de Caririassu.
Ao primeiro dia do mês de janeiro do ano de mil novecentos e quarenta e oito, às treze horas, previamente designada pelo Sr. Juiz Preparador Eleitoral, no salão Paroquial, desta cidade de Caririaçu, da Comarca de Juazeiro do Norte, Estado do Ceará, onde presentes se achavam, o cidadão José Vitorino da Silva, Juiz Preparador e grande assistência popular. O Sr. Juiz Preparador, declarou aberta a Sessão, convidando a unir Francisco Gentil das Chagas, para secretariar. Em seguida fez a chamada dos Vereadores legalmente diplomados: Alvaro Pereira da Cunha, José Batista Vieira, Antonio Ferreira Bilar, Sebastião Alves Feiotsa, Vicente Firmino Vieira, Francisco Barros Sobrinho, Marcos Gonçalo Sobrinho, Raimundo de Lima Morais e Valdimiro Correia de Araujo, aos quais foram convidados pelo Juiz para ladear a mesa. Verificando-se a presença de todos os Vereadores eleitos, o Sr. Juiz Preparador Eleitoral procedeu na forma da Lei as eleições para Presidente da Câmara e respectivo Secretário, sendo eleito José Batista Vieira e Sebastião Alves Feitosa respectivamente presidente e Secretário, ao final do resultado houve forte salva de palmas. O resultado dessas eleições foi a seguinte: Para Presidente da Câmara o Vereador José Batista Vieira obteve sis (6) votos: o Vereador Vicente Firmino Vieira, dois (2) votos e o Sr. Vereador Raimundo de Lima Morais, um (l) voto. Para Secretário da Câmara, foi eleito por unanimidade o Vereador Sebastião Alves Feitosa. Ato continuo, o Sr. Juiz Preparador depois de parabenizar o povo de Caririassu, proclamou-os eleitos e convidou o Sr. Presidente eleito a assumir a presidência da Sessão. Em seguida sob a presidência do Sr. José Batista Vieira, foi por ele facultada a palavra, usando da mesma sob salva de palmas o cidadão Raul Milton, que em ligeiras palavras felicitou a Câmara recém empossada incitando os Vereadores ao cumprimento de seus deveres. Após usar da palavra o Vereador e Secretário da Câmara, Sebastião Alves Feitosa, que congratulou-se com o povo de Carriassu, em seu próprio nome, em nome do Partido Social Democrático pela assistência do pleito, prometendo corresponder a confiança do eleitorado, esperando contar com igual atitude de seus colegas da União Democrática Nacional. E como mais não houvesse quem usasse da palavra e nada mais havendo a tratar, mandou o Presidente que fosse lavrada a presente que vai devidamente assinada. Eu, Francisco Gentil das Chagas, servindo de Secretário a escrevi e assino.”
(Livro de Atas, aberto em 29 de Junho de 1936, pelo Presidente da Câmara Domingos de Oliveira Borges).

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Pe. José Gonçalo Vieira


Nascido a 27 de fevereiro de 1963, na cidade de Caririaçu, Estado do Ceará. Foi morar no Pará aos 03 (três) anos de idade, fixando residência na cidade de Castanhal, durante sua infância e juventude, colaborou na Paróquia de São José, em Castanhal, como coroinha, catequista. Aos 16 anos ingressou no Seminário Arquidiocesano São Pio X, iniciando curso de preparação ao Sacerdócio. Cursos estes de: Filosofia e Teologia no Seminário Maior Nossa Senhora da Conceição Em 20 de dezembro de 1988 foi ordenado sacerdote por D. Alberto Gaudêncio Ramos na Igreja de São José em Castanhal.
Foi Vigário Cooperador da Catedral Metropolitana de Belém.
Em 1989 foi nomeado Pároco de São Miguel Arcanjo (Belém), onde permaneceu durante 09 anos, sendo posteriormente nomeado Cura da Catedral de Belém em 28 de junho de 1998, onde permanece até hoje.

sábado, 22 de agosto de 2009

FREI JUNÍPERO


Foto: Joana, Isabel, Simplício e Frei Junípero


Frei Junípero nasceu em São Pedro do Cariri, hoje Caririaçu-Ceará aos 24 de Dezembro de 1899, do casal Pedro Pereira da Cunha e Mônica Clarinda de Jesus, piedosos e honrados agricultores.
Ainda jovem, entrou no convento do Sagrado Coração de Jesus em Fortaleza, como postulante e irmão não clérigo, na Ordem Capuchinha. Aos 24 de Agosto de 1938 ingressou no noviciado em Esplanada-Bahia - e, aos 19 de Março de 1944 fez os votos perpétuos.
Seu primeiro convento, após o noviciado, foi o de Turiaçu, no Maranhão. Ainda me lembro - era eu menino de poucos anos. A comunidade do convento de S. Francisco Xavier naquela cidade era constituída por Frei Lourenço de Alcântara, Frei Pedro Batista de Cologno al Sério e Frei Junípero de São Pedro do Cariri, encarregado do serviço fraterno.
Residiu em todos os conventos. Por vários triênios trabalhou no convento de S. Benedito em Teresina-Piauí. Em 1962 quando terminei o noviciado, encontrein Frei Junípero integrando a Fraternidade do Seminário Maior em Parnaíba-Piauí; como refeitoreiro. Em nossas conversas procurei recordar os albores da sua profissão temporária em Turiaçu.
Sei muito pouco sobre o nosso irmão. Apenas posso dizer que era um homem de oração e bom cozinheiro. "Os irmãos... trabalham com fidelidade e devoção de maneira que afugentem o ódio, inimigo da alma, e não percam o espírito de oração e piedade..." (Regra, cap. 5)
Seu corpo delibetava-se aos pocos sob o peso da idade. Por várias vezes esteve hospitalizado. Temendo a visita inesperada da irmã morte, o ano passado, em novembro, por ocasião da festa das almas, pediu a Frei Roberto Magalhães, seu companheiro de noviciado que lhe administrasse a Unção dos Enfermos. Há quase dois anos, estava postado sob os cuidados dos seminaristas que tinham especial carinho para com ele.
Todos os dias, eu e ele, nos entretinhamos em conversa fraterna. As vezes lhe faltava a memória, trocava os nomes das pessoas. E, no momento de lucidez, lembrava-se de tudo com vivacidade de espírito e, nessa ocasião, recebia a Sagrada Comunhão com devoção. Acompanhava as orações com atenção, repetindo comigo as palavras. A ação de graças, eu percebia pelo movimento dos lábios e pelo recolhimento, e sentia, pela serenidade do seu rosto, a profundidade da sua fé: "Seja a vossa uma vida de oração, de trabalho e sacrifício, para serdes homens espirituais agradáveis a Deus". (S. Boaventura)
Sentia dores e incômodos. Não se queixava. Certa vez, perguntei-lhe: "Como vai Frei Junípero?" Ele me respondeu: "Estou me penitenciando! Não tenho pecados mortais".
Dia 23 deixou de se alimentar. Embora chamado, não abria mais os olhos. O médico avisou que o fim estava próximo. Recomendei aos seminaristas que não o deixassem só. Em profunda sonolência passou o dia 24 até que, às 20h 20min, entregou sua alma a Deus.
Dia 25, após a Santa Missa de corpo presente, concelebrada às 15h no Santuário de S. Francisco das Chagas, o féretro saiu carregado a mão por uma multidão de fiéis que o levaram rezando e cantando até o cemitério de N. Sra. do Perpétuo Socorro, onde foi sepultado.

Juazeiro do Norte-Ceará, 24 de Julho de 1986
Frei Demétrio Fernandes Marques

FONTE: Texto reproduzido tipograficamente e distribuido aos parentes e amigos no Santuário de São Francisco em Juazeiro do Norte

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

DESCENDENTES DE MANOEL PEREIRA DA CUNHA

1. MANOEL PEREIRA DA CUNHA X MARIA DA CONCEIÇÃO PEREIRA DA CUNHA

1.1 Marcos Pereira da Cunha - Maria Ferreira da Silva, pais de:
1.1.1 Raimundo Pereira da Cunha (*1878), casado com Rosa Inácia de Jesus (Genitores de: A- Lia, mãe de Joaquim Batista; B- Luiz, casado com Lucinda, pais de: 1-Lúcia, 2-Jacinta, 3- Francisco, 4-Francisco de Assis, 5-Rosa, 6-Pedro, 7-Marcos Pereira, 8-João, 9-Cícero, 10-Maria, 11-Roberto, 12-Cesar Augusto; C-Adelina, casada com Joaquim Gonçalo, pais de: 1-Irene, 2-Raimundo, 3-Lindalva, 4-Antônio, 5-Inácia; D-Francisca, casada com Vicente Pereira da Silva, pais de: 1-Francisca(Bar), 2-Maria, 3-Sergio, 4-Raimundo, 5-Dapaz, 6-Rosa, 7-Socorro; E- Inácia, casada com Senhor Pereira, pais de: 1-José, 2-João, 3-Vilani, 4-Expedito, 5-Rosinar; F-João–solteiro; G-João Batista, casado com Terezinha, pais de: 1-Maria, 2-Luiz, 3-Rosinar, 4-José, 5-Cícero; H-Francisco, casado com Sinhá, pais de: 1-Cícero, 2-Francisco, 3-Antonio, 4-Valda, 5-Vilaní, 6-Rosa, 7-Lúcia, 8-(Tirrito); 9-José; I-José Marcos, casado com Francisca Botelho, pais de: 1-Tarcísio, 2-José Ribamar, 3-Valter, 4-Cicero, 5-José Fran, 6-Sousa, 7-Mariano, 8-Francisco, 9-Maria, 10-Rita, 11-Lúcia; J-Antônio Marcos, casado com Lia Dantas, pais de: 1-Raimundo, 2-Neide, 3-Rosa, 4-Luiz, 5-Benigno, 6-Fransquinha, 7-João Marcos, 8-Aparecida, 9-Dapaz, 10-Cícero, 11-Geraldo, 12-Marco Antonio, 13-Dé, 14-Rubens, 15-Socorro, 16-José Marco; L-Mariano, casado com Alice, pais de: 1-Expedito, 2-Pedro, 3-Lena, 4-Iracema, 5-Socorro, 6-Maria, 7-Terezinha, 8-José);
1.1.2 Pedro Pereira da Cunha (*1870), casado com Mônica Clarinda de Jesus (Genitores de: A-Gregório-frade; B-Manoel Pedro-solteiro; C-Manoelzinho da Barra-solteiro; D-Gonçalo, pai de: 1- José Gonçalo, 2-Antônio Gonçalo, 3-Vitória, 4-Carmélia, 5-Maria, 6-Neuma, 7-Noêmia, 8-Elógio, 9-João; E-Isabel, casada com Francisco Gonçalo da Costa, pais de: 1-Teca, 2–Gregório, 3–José, 4–Pedro; F-Joana Mônica de Jesus, casada com o Major Simplício Pereira da Costa, não tiveram filhos; G-Maria Mônica de Jesus, genitora de: 1-Pedro; H–Ana Mônica de Jesus (Danona), casada com Pedro Ferreira, pais de: 1–Mônica, 2–Maria, 3–Chagas, 4–Ferreira, 5–Eremito, 6–Gregório, 7–Narcisa, 8-Socorro; I–Marcos Pereira da Cunha Neto, casado com Antonia Clarinda de Jesus, pais de: 1–Marcos Pereira da Cunha Filho);
1.1.3 Manoel Pereira da Cunha, casado com Luca Ferreira (Genitores de: A-Cícero; B-José);
1.1.4 João Pereira da Cunha–solteiro;
1.1.5 Luca Clarinda de Jesus, casada com João Salvino (Genitores de: A–José Salvino, casado com Julita, pais de: 1–Valdemar; B– Francisca-solteira; C-Maria dos Anjos-solteira);
1.1.6 Francisca Clarinda de Jesus, casada com Antônio Pereira (Genitores de: A-Augusto; B-Alves; C-José; D-Lia-solteira; E-Mundinha; F-Eunícia; G-Emília-solteira; G-João Pereira, pai de: 1-Iolanda, 2-Idalva, 3-Núbia, 4-Ivone, 5-Lêda, 6-Rita de Cássia, 7-Anízia, 8-Ana Maria, 9-Almir, 10- Januário, 11-João).
1.1.7 Maria Clarinda de Jesus (D. Cota), casada com José Ferreira da Costa(José Gonçalo), (Genitores de: A-Alexandrina, casada com Raimundo Rodrigues de Melo, pais de: 1–Oseas, 2–Francisca, 3–Edílson, 4–Diva, 5–Socorro, 6–Antonio, 7–Fátima, 8–Pedro); B-Raquel Clarinda de Jesus, casada com José Gonçalo Sobrinho, pais de: 1–Marcos Gonçalo Sobrinho, 2–Antonio Gonçalo da Costa, 3–Odilon Gonçalo da Costa; C–Antonia Clarinda de Jesus (Danona), casada primeiramente com Marcos Pereira da Cunha Neto, pais de: 1–Marcos Pereira da Cunha Filho, e em segundo casamento com Pedro Ferreira, pais de: 1–Geralda, 2–João Ferreira, 3–Raimundo Ferreira, 4–Francisca; D–Isabel Clarinda de Jesus, casada com José Pauchita, pais de: 1–Josafá, 2–Lia, 3–Amilton; E–Maria Gonçalo de Aquino (Lia), casada com João Evangelista de Aquino, pais de: 1–João Gonçalo de Aquino, 2–Nair, casada com José Pereira da Silva, 3–Francisco Gonçalo de Aquino, 4–José Gonçalo de Aquino, 5-Climério Gonçalo de Aquino, 6-Alzenir, 7-Maria Gonçalo de Aquino, 8-Pedro Gonçalo de Aquino, 9- Raimundo Gonçalo de Aquino, 10- Lucy, casada com Nicodemos Fernandes Santana; 11- Valdomiro Gonçalo de Aquino; F–Marcos Pereira da Costa, casou-se primeiramente com Pastorinha, pais de: 1–Pastora, 2–Francisco, e em segundo casamento com Antonia Tavares da Costa, pais de: 1-João, 2-David, 3-Alberto, 4-José, 5-Raimundo, 6-Maria, 7-Dasdôres, 8-Terezinha, 9-Assis, 10–Francisca; G–Augusto Gonçalo da Costa, casou-se com Bilinha, pais de: 1-Chagas, 2-Raimundo, 3-José, 4–Maria, 5-Helena, 6-Raquel, 7–Fátima; H-Valdomiro Gonçalo da Costa, casou-se com Francisca, pais de: 1- Cícero, 2-Bilô; I-Glória Clarinda de Jesus-Solteira, J–Pedro Gonçalo da Costa, casado com Sinhara, pais de: 1-José, 2–Evaristo, 3–Geralda, 4–Francisca, 5–Maria);
1.1.8 Isabel Clarinda de Jesus, casada com Boaventura (Genitores de: A-João, B-Liô, casada com Marcos Pereira Filho, pais de: 1–José, 2–Antonia, 3-Pedro; C-Badô, mâe de Francisco Mônica; D-Mecê; E–Santa-solteira; F-Josefa-casada com Augusto Gonçalo da Costa, pais de: 1-Chagas, 2-Raimundo, 3-José, 4–Maria, 5-Helena, 6-Raque, 7–Fátima; G-Francisca-casada com Valdomiro Gonçalo da Costa, pais de: 1-Cícero, 2–Bilô);
1.1.9 Inácia Clarinda de Jesus, casada com Pedro Simplício Pereira (Genitores de: A- Senhor Pereira, casado com Inácia, pais de: 1-José, 2-João, 3-Expedito, 4-Vilan, 5-Rosina, 6-Necy; B-Vicente-solteiro; C-Francisco-solteiro; D-Joca, casado com Margarida Bento; E-Raimundo; F-Mariquinha Vidal; G-Rosa-solteira; H-Santa; I-Isabel);
1.2. João Pereira da Cunha, casado com Ana, pais de:
1.2.1 Pedro Simplício Pereira, casado com Inácia Clarinda de Jesus (Genitores de: A-Senhor Pereira, casado com Inácia, pais de: : 1-José, 2-João, 3-Expedito, 4-Vilan, 5-Rosina, 6-Necy; B-Vicente-solteiro; C-Francisco-solteiro; D-Joca, casado com Margarida Bento; E-Raimundo; F-Mariquinha Vidal; G-Rosa-solteira; H-Santa; I-Isabel);
1.3 Joaquim Pereira da Cunha, casado com (Tetê) Ferreira da Silva, pais de:
1.3.1 Roberto Pereira da Cunha (*1879);
1.3.2 Santana Pereira da Cunha, casada (Genitora A-Senhora, casada com Pedro Felix, pais de: 1-Fernando, 2-Geraldo, 3-José, 4-João, 5-Edilberto, 6-Francisco, 7-Edvard, 8-Gilberto, 9-Genival, 10-Maria, 11-Toinha);
1.3.2 Maria Pereira da Cunha (Mariinha)–solteira;
1.3.4 Raimunda Pereira da Cunha, casada com Manoel Pereira da Cunha (Manoel Marcos), pais de uma única filha de nome Raimunda.
1.3.5 Uma, (Genitores de: A-Cícero Pereira);
1.4 Felix Pereira da Cunha, casado com Augustinha Clarinda de Jesus, pais de:
1.4.1 Pedro Felix Pereira, casado com Raimunda Pereira de Jesus (Genitores de: A-Fernando; B-Geraldo; C-José; D-João; E-Edilberto; F-Francisco; G-Edvard; H-Gilberto; I-Geniva; J-Maria; L-Toninha);
1.4.2 Manoel Felix Pereira, (Genitor: A-Joana);
1.4.3 Romualdo Felix Pereira da Cunha;
1.4.4 Joaquim Felix Pereira da da Cunha–solteiro;
1.4.5 Maria Felix Pereira da Cunha, casada com Raimundo Bento (não teve filhos).
1.5 Pedro Pereira da Cunha, casado com Santana Ferreira da Silva, pais de:
1.5.1 Pedro – solteiro.
1.5.2 Antônio – solteiro.
1.6 Clara Pereira da Cunha, casado primeiramente com Simplício, e em segundo casamento com Luca Bento, onde tiveram os seguintes filhos:
1.6.1 Raimundo Bento;
1.6.2 Francisca Bento;
1.6.3José Bento–solteiro.
1.7 Joana Clarinda de Jesus, casada com Gonçalo Ferreira da Costa (VER DESCENDENTES DE GONÇALO FERREIRA DA COSTA);


sexta-feira, 14 de agosto de 2009

A FAMÍLIA PEREIRA DA CUNHA NO CARIRI

A história desta família no Cariri começa no início do Século XIX, com a chegada de Manoel Pereira da Cunha casado com Maria da Conceição, descendentes portugueses, vindos provavelmente da Paraíba à procura de terras férteis e apropriadas para o cultivo e a criação de gado, encontrando na região o lugar ideal, onde já prosperavam os engenhos de rapadura e as casas de farinha que deram ao Crato a liderança política do Ceará Colonial.
Estabeleceram-se nas localidades de Carnaúba e Bom Jesus, pertencentes à Vila Real do Crato, onde criaram grande prole.
O jovem casal dedicou-se às atividades relacionadas à agropecuária e educou os filhos seguindo os princípios plantados pelos missionários capuchinhos. Tiveram sete filhos – Marcos, João, Pedro, Felix, Joaquim, Clara e Joana - os três primeiros casaram-se com três irmãs, respectivamente,filhas de Pedro Ferreira da Silva herdeiro de grande latifúndio originário de sesmarias dos Ferreira da Silva.
Marcos Pereira da Cunha (1835/1922) adquiriu liderança e respeito junto aos familiares e moradores da comunidade. Dotava-se de grande habilidade na condução do trabalho. Apesar da riqueza da região, as grandes estiagens provocavam a escassez de alimentos em certos períodos. Sertanejos provenientes de outras regiões encontravam no Cariri um refugio, principalmente nas ultimas décadas do Século, com o surgimento da figura religiosa do padre Cícero Romão Batista.
O Crato foi desmembrado e boa parte da Carnaúba e do Bom Jesus ficou pertencendo ao município de São Pedro do Cariri – hoje Caririaçu.

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